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O mercado de trabalho é impactado por tendências que vão desde a criação de novas áreas, setores, cargos e profissões até os diferentes regimes de trabalho, como o home-office e o híbrido.

Entre essas tendências está o quiet quitting, movimento de origem norte-americana que atingiu popularidade durante a pandemia de Covid-19 e possui grande destaque entre a geração Z (indivíduos que nasceram entre 1995 e 2010).

Amplamente discutido nas redes sociais, principalmente no TikTok, o assunto tem chamado a atenção de trabalhadores e empresas mundo afora e mexe diretamente com a relação entre estes.

Deseja saber o que é o quiet quitting e quais são os impactos dessa tendência no mundo corporativo? Então, continue a leitura para saber mais!

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O que é quiet quitting?

O quiet quitting, termo em inglês que pode ser traduzido como demissão ou desistência silenciosa, não diz respeito diretamente a se demitir ou a ser demitido. A expressão, na verdade, refere-se ao profissional que decide cumprir somente aquilo que está descrito em seu contrato de trabalho, evitando assumir tarefas e compromissos extras, sobrecarga e longas jornadas.

Em outras palavras, o movimento de quiet quitting visa realizar o que está na descrição da vaga, com nada a mais ou a menos.

Além disso, ao contrário do que o nome do movimento indica, os trabalhadores que aderem ao quiet quitting não desejam pedir demissão de seus empregos, mas sim atingir um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, com limites claros e bem estabelecidos.

A partir disso, esses funcionários se desligam completamente de suas preocupações com o trabalho quando não estão em horário comercial e podem realizar suas atividades pessoais, descansar e conviver com sua família e amigos.

Quais são as causas do quiet quitting?

A desistência silenciosa não tem apenas uma causa, ou seja, essa tendência é a consequência de diversos motivos que, unidos, resultam no desgaste da relação entre empregado e empregador. Saiba mais sobre cada um deles nos subtópicos a seguir.

Ambiente organizacional ruim

Entre as razões para o quiet quitting está o ambiente organizacional ruim, com uma cultura que não condiz com os valores pessoais do profissional, funções desalinhadas àquelas presentes no contrato de trabalho, falta de perspectiva e lideranças arbitrárias.

Sendo que a liderança ruim costuma ser o principal fator que leva um funcionário a considerar o seu ambiente de trabalho desagradável. Um estudo feito pela publicação Harvard Business Review identificou que os chefes mais despreparados costumam ter de três a quatro vezes mais funcionários que praticam a demissão silenciosa quando comparados com chefes eficientes.

Salários baixos

Os salários baixos são um dos principais fatores que levam os profissionais a realizarem apenas o que está previsto em seus contratos de trabalho, sem estenderem sua carga horária ou suas tarefas.

Isso porque os funcionários adeptos da desistência silenciosa consideram que trabalham muito por um salário baixo, ou seja, os profissionais não se sentem devidamente recompensados por seu empenho. Portanto, fazem um esforço proporcional àquilo que ganham.

Ausência de reconhecimento

Outra causa para a demissão silenciosa é a ausência de reconhecimento do funcionário por parte da empresa. Neste caso, os trabalhadores entendem que não é vantajoso continuar se esforçando por uma companhia que não irá reconhecê-los adequadamente e resolvem fazer apenas aquilo para o que foram contratados. Esse fator também está diretamente ligado a salários baixos.

Sobrecarga de trabalho

A sobrecarga ou excesso de trabalho também leva os profissionais à desistência silenciosa. Neste caso, os funcionários percebem que estão realizando o trabalho de três ou quatro pessoas e passam a trabalhar até a exaustão, diminuindo drasticamente o seu contentamento com sua função.

Qual é a relação entre o quiet quitting e a saúde mental?

O quiet quitting é um movimento que põe em primeiro lugar a vida pessoal e a saúde mental. A tendência surgiu da percepção de que muitos profissionais estavam tendo prejuízos à saúde causados pelo excesso de trabalho e pela ausência de um limite para as horas dedicadas ao trabalho e à vida pessoal.

Os adeptos do movimento acreditam que, com a demissão silenciosa, reduzem-se as chances do desenvolvimento da Síndrome de Burnout, da exaustão mental e de outras condições de saúde resultantes da preocupação excessiva com o trabalho e da cultura ruim de algumas empresas.

Como evitar um ambiente ruim?

As empresas podem tomar algumas medidas para evitar o desgaste na relação entre empregado e empregador e, consequentemente, o descontentamento que leva ao quiet quitting. Entre elas, podemos citar:

  • Identificar pontos da empresa e de sua cultura organizacional que necessitam de melhoria;
  • Cuidar do clima organizacional;
  • Promover a saúde mental no ambiente de trabalho;
  • Respeitar e entender as decisões e ambições de carreira de cada funcionário;
  • Ter conversas claras e abertas com a equipe;
  • Controlar o nível de tarefas dos funcionários, evitando a sobrecarga de trabalho;
  • Ser claro e transparente com a equipe a respeito dos objetivos do setor e da empresa;
  • Engajar e motivar a equipe;
  • Respeitar os limites entre vida pessoal e profissional;
  • Oferecer suporte para funcionários que apresentem dificuldades;
  • Manter-se preocupado com o capital humano;
  • Realizar processos seletivos adequados para encontrar profissionais com valores alinhados aos da empresa.

As empresas não devem medir esforços para criar um ambiente de trabalho agradável

O capital humano é, sem dúvidas, o recurso mais valioso para uma empresa. Portanto, é importante manter um bom clima e ambiente organizacional para que os colaboradores não se sintam desmotivados.

Um fator que pode ter consequências diretas no relacionamento entre empregado e empregador é o alinhamento de valores entre estes. O recrutamento e seleção é um processo que visa encontrar o profissional ideal para uma empresa, seus valores, objetivos e cultura de trabalho.

A HR4 possui um processo criterioso que busca atender às necessidades de diferentes setores do mercado, áreas de atuação e níveis de cargos e selecionar os melhores talentos para empresas de todo o Brasil. Entre em contato para saber mais!

Dúvidas frequentes:

Como surgiu o quiet quitting?

O movimento conhecido popularmente como demissão silenciosa surgiu durante a pandemia de Covid-19, período no qual os trabalhadores começaram a questionar ativamente o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Essa tendência ganhou forças e gerou debates nas redes sociais, principalmente no Twitter e TikTok, e atualmente está presente em diversos países ao redor do mundo.

Como lidar com o quiet quitting?

Para lidar com o quiet quitting e potencialmente evitá-lo, as empresas devem tomar uma série de medidas, como:

  • Realizar um acompanhamento próximo de seus processos com o objetivo de reconhecer o que precisa ser melhorado e por quê;
  • Manter alinhadas as expectativas entre empregado e empresa;
  • Respeitar os limites entre vida pessoal e profissional;
  • Controlar o nível de tarefas dos funcionários, evitando a sobrecarga de trabalho;
  • Promover a saúde mental no ambiente de trabalho.